terça-feira, 8 de dezembro de 2009



 Quem sou eu?
Quem sou eu? Uma pergunta difícil que merece, no mínimo, uma resposta complicada. Quem sou eu? Eu sou única. Todos nós somos, pelo menos nas nossas opiniões. Todos nós somos diferentes, no entanto, todos somos iguais. Ser único esta restrito a um pequeno grupo de pessoas. Essas pessoas são únicas por aquilo que conseguem realizar na vida.
A vida. A vida não devia ser medida em dias, semanas, meses, nem sequer em anos mas sim pelos feitos que nós realizamos no tempo que temos disponível para habitar este mundo. Ninguém vai se lembrar mais de nós apenas porque vivemos até aos 87 anos mas sim por aquilo que fizemos enquanto cá tivemos. Isso sim é o mais próximo da verdadeira imortalidade que alguma vez vamos chegar.
A nossa singularidade é comparável as ondas do mar. Cada onda é vista como uma , individual e diferente das outras. Desde da sua formação, até ao percurso realizado, onde chega a zona de rebentamento, cada onda é diferente da outra. Mas quando visto no conjunto é tudo mar é tudo uma imensidão só. Diferentes entre elas mas, iguais nas suas curtas vidas e nos seus percursos. E assim é a vida das pessoas. Nascem, vivem, e morrem. Para cair no esquecimento das gerações seguintes. Únicos são aqueles que marcam as suas diferenças e não deixam que as suas memórias sejam esquecidas.

Mas nem sempre é possível ficar, nem sempre é possível estar, nem sempre é possível ser, pois pra permanecer é preciso do outro, é preciso ter sido verdade de ambas as partes. Hoje olho pros tantos labirintos onde perdi-me e lembro-me como tinha medo de não encontrar jamais a saída e vejo como eu era tola, afinal hoje sei claramente que é exatamente a saída que nos mantêm no labirinto de novos caminhos dos quais certamente iremos nos perder. Já vivi muito, aprendi muito e desaprendi também, mas, tudo que sei foi pelo que passei....

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram...
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou.
Já tive tanta certeza de mim... ao ponto de querer sumir...
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
Já tive crises de riso quando não podia...
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse...
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar...
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo mais feliz...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho... me agacho... fico ali”...
Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não iria mais cair...
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram; algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais pra mim...
Não me dêem formulas certas, porque eu não espero acertar sempre...
Não me façam ser o que eu não sou, não me convidem a ser igual, porque eu sinceramente sou diferente...
Não sei amar pela metade,
Não sei viver de mentiras,
Não sei voar com os pés no chão...

Depois te tantas vidas vividas num só, ainda estou eu aqui, inteira, completa, complexa porém absoluta de mim e do que sou, ainda estou viva e ainda sinto  tudo como na primeira vez, e de uma coisa tenho certeza, nuncaaaaaaaaaaaaa nada nem ninguém  vai roubar de mim  esse coloração cicatrizado, jamais irão levar minha alma amedrontada pelos fantasmas meus companheiros, nunca ninguém jamaisssssssssss me fará ser metade, pois, é exatamente em ser tantos pedaços que me formam ( deformada ou não) que fazem de mim ser especial. Afinal, diante de tudo eu sou exatamente como o meu é. Sou Cinthya Lima, e nadaaaaaaaa me fará desacretirar na única, capaz e possível verdade do mundo que é amar verdadeiramente.