Sou invisível só apareço quando querem algo de mim. Quase morri. Quase vivi. O que é mais perigoso? Tive uma vida de estrelato barato onde os que me aplaudiram hj me vaiam, os que me vaiam irão ainda me aplaudir. Ninguém quer ouvir e eu não quero falar. Ninguém mais ver cor em minha alma, ninguém mais ver os meus eus em mim.
Viver é dureza, não quero lutar. Lutei e luto. Perdi a graça e a magia de encantar-me com a vida. Nada conquistei, só recebi o prêmio da indiferença. Não sou importante, apenas sirvo aos outros, não sou especial apesar de as vezes ser necessária. Só queria mesmo ser vista aqui bem dentroooooo de mim. Vou ter no meu epitáfio: “Vivi a vida dos outros, e os outros certamente não estão aqui agora chorando em minha lapide ”. Não tenho vida, não tenho nada, me sinto no deserto, com sede, solitária e quase sem força pra enfrentar tantas coisas que ainda virão. A minha procura é em vão a minha razão é inapropriada a minha alma é vazia. E EU SOU INVISÍVEL!
O lamento é meu aliado e o amor me abandonou e hoje vivo de migalhas dele, vivo desses pedaços que me dão como favor. Que as vezes a vida me dá de maldade para que eu novamente respire um falso ar. Amor não é moeda de troca amor não é necessidade amor não te torna invisível.
Sou invisível e não faço falta, não necessito de gentilezas, carinho ou amores fúteis. Sou invisível, mas extremamente útil para fazer o que ninguém gosta e de graça, sem agradecimentos e recebendo migalhas de amor. Não vivo para meu “umbigo”, mas para o dos outros. Sirvo, não existo. E morro a cada dia que sinto e vejo esses que eu tanto sirvo virando as costas pra mim nesse momento onde eu grito e suplicoooooo que me notem.


