segunda-feira, 30 de novembro de 2009

IN TRANSIÇÃO....




Transformação profunda é mais do que a mudança de circunstância da vida. Ela se realiza em nosso coração e em nossa alma. É um despertar do sono da inconsciência. Para isso não é necessário mudar de lugar. Precisa-se apenas estar aberto para que possa ocorrer. Quando seguimos o fluxo da energia e da força vital, a transformação acontece como que por si mesma. No entanto, não há receita de como fazer para se abrir. Não é uma resolução do racional. A transformação pode ser iniciada por um acontecimento externo, mas, fundamentalmente, ela se concretiza no coração.
A verdadeira mudança vem de dentro. Quando permitimos à energia fluir livremente através de nós, ela pode dissolver velhos hábitos de pensamento, bloqueios e obstáculos. De repente, um dia se foram.
No entanto, a energia não se rege pelo nosso tempo linear. Principalmente não, quando queremos algo com muita urgência. Pode levar três dias, muitos anos ou várias vidas para que determinado padrão se dissolva
Nada para o que eu ainda não esteja realmente preparada se manifestará. Disposição e dedicação interior, o momento certo (num sentido universal) ou quem sabe numa dessas vidas paralelas, isso e o recurso certo formam o ponto de corte que possibilita a cura plena das almas doentes. Quando tudo se ajusta, são liberadas energias explosivas, que como um big ban destrói o existente e da vida a novas vidas. Estes são os momentos em que ocorrem curas milagrosas ou a iluminação do espírito. Não é agindo de forma diferente que nos modificamos. Mudamos, quando nos entregamos totalmente às nossas experiências, participando conscientemente de tudo o que a vida nos revela. E então quem sabe quando desistimos de mudar, quando desistimos de querer ser novo, ser diferente ser renovada, ai sim talvez a mudança seja uma alma nova que fluirá em nós trazendo enfim novas perspectivas e uma nova forma de encarar o que esta por vir, caso contrário, o que estamos fazendo, nada mais é do que acreditar falsamente numa mudança que nunca existiu. EU QUERO MUDAR! EU QUERO VOAR!   (C. LIMA)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009



Preciso encontrar-me, porque por vezes não sei quem sou,
o que faço, o que falo, e nem como devo proceder
sinto-me completamente cheia de um vazio gritante, sem som, sem sol, sem o meu eu,
não sei de onde venho e nem para onde vou, não há caminhos pra eu seguir, há apenas um banco velho onde posso me sentar e ver a todos indo e vindo, 
os meus passos estão perdidos, por isso prefiro parar.
quando ando não encontro um saída desse labirinto de emoções onde me perdi,
estou errada nesta estrada sem fim, estou cansada de tentar uma saída quando não vejo nem ao menos uma fresta de luz da porta dos fundos
tudo me parece distante, ausente, tudo me parece sem fim e incessantemente decadente.
Antes eu tinha brilho nos olhos, tesão no tentar no derrubar dos obstáculos, tinha ânsia de existir  
mas agora as luzes estão apagadas, os fantasmas sobram meu rosto no escuro, eu tenho pesadelos, tenho medo, choro me desespero e não há ninguém pra abraçar.
Eu tenho medo muito medo não consigo habituar-me a ele, tenho medo essa é minha doença incurável que está matando minha alma
Tudo está caindo, meus olhos, meus sonhos, meu ego...tudo cai.
as fortalezas também caem, as pontes também desabam, os muros reconstroem-se...corações voltam a bater
mas se eu partir não há como voltar!


               CINTHYA LIMA  




quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros



P.S: SEI QUE É A HORA DE DIZER ADEUS OU QUEM SABE ATÉ OUTRA VIDA, EU TENTO, JURO COM A PUREZA DE MEU CORAÇÃO QUE TENTO, MAS AINDA NÃO CONSIGO ME LIBERTAR DOS QUE AMO ATÉ MESMO DOS QUE EU AMO SOZINHA COM ESSE SENTIMENTO UNILATERAL E DESTRUIDOR DE MEUS SONHOS...

domingo, 22 de novembro de 2009

...No fim há um limite íntimo, nada é além de si mesmo. Tudo é um ponto ultimo, a saída pode ser também a volta. O olhar se cala na indistinção final dos rumos. O melhor é não saber e apenas te ter. Te ter num tempo neutro, num espaço arrítimico onde nada me pertence e eu só quero possuir-te... 

sábado, 21 de novembro de 2009

...Quem não tem colírio usa oculos escuro...



... As vezes é preciso olhar por sobre os óculos da vida encarando as mentiras que nos foram encobertas pelas lentes, as vezes também é preciso tirar os óculos que nos servem de máscaras para emolduras olhos disfarsados, as vezes é preciso usar o olhar simples e direto para ver sem lentes de aumento, sem lentes de escurecimento e sem lentes de marcaramentos, é preciso olhar essa vida de mentiras como a verdade pura, é preciso parar de fingir grandes acontecimentos quando só se vivem medíocres acasos, é preciso parar de fingir grandes amores quando só se vivem fúteis casos, é preciso parar de fingir felicidades quando os olhos ardem ao segurar as lágrimas, é preciso parar de fingir irmandades quando só se vivem parcerias convenientes, é preciso parar de fingir a vida quando só estar a se vegetar...
...É preciso para de fingir, tirar os óculos finalmente e deixar que os que admiram máscaras te critiquem, pois ao menos eles podem criticar uma verdade ao invés de aplaudirem uma grande mentira...    

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

....DEPOIS DE VC OS OUTROS SÃO OS OUTROS.....E SÓ!


As vezes eu paro pra pensar e percebo que nunca fui como todos, nunca tive muitos amigos nunca fui favorita, nunca fui o que meus pais queriam, nunca tive alguém que amasse a ponto de ficar ao meu lado a qualquer custo e dentre quaisquer circunstancias, todos sempre me abandonam ou se perdem de mim. Cheguei ao entendimento de que sou só em toda minha vida tenho somente a mim, pois todos vieram e foram embora levando ou deixando alguns de seus pedaços de almas e corações, mas posso dizer que especial, especialllll mesmooo de verdade, especial além de um mundo paralelo de todos os outros não assim nunca fui.
É a minha absoluta verdade o meu verdadeiro pensamento com a maior pureza de meu coração, só posso eu e meus fantasmas concluir a minha insignificância no mundo das pessoas grandiosamente singulares e únicas da vida dos outros. Isso não é pra mim, eu sou comum, sou como tantos e todos as vezes até muito menor e inferiormente indiferente, pois hoje, aqui só, em demasia de mim s e omente a mim eu posso afirmar; todos estão vivendo suas vidas maravilhosas e com suas escolhas ao lado e mesmo os que não tem uma vida perfeita ainda assim tem alguém a quem foi escolhido pra estar especialmente ao seu lado, e eu, eu não a mim não cabe floreios e bordados, minha moldura e preta e branca, sem graça e sem arte, minha moldura fica dentro das gavetas e baús onde os que passaram estão. 
O meu conforto é que nas horas de sofrimento não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só...pq me deixaram só e assim preciso me bastar para viver.Não acredito em mais nada. As minhas crenças voaram e se desfizeram por ares que o vento levou pra longe. As minhas doces crenças de criança, as minhas apaixonadas fantasias de adolescente, agora se tornaram a grande frustação de ser adulta e sem ser especial pra ninguemmmm.

Sendo assim, fiquei então sem fé; e a toda a gente eu digo sempre, embora magoada: não acredito em sentimentos eternos, NÃO HÁ AMIZADES INFINITAS, NÃO HÁ AMORES ETERNOS, NÃO HÁ FELICIDADE PRA SEMPRE. ME PERDOEM MAIS TUDO ISSO NÃO PASSA DE BURRICE ILUSORIA. E fim!



"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… e sei lá de quê!"

sábado, 7 de novembro de 2009

BELA
COMO EU QUERIA
MAGRA, LEVE, CALMA
TODA ELA BELA
TUDO NELA CHAMA
SEGUE
ENQUANTO SUSPIRO
TODA
COR DE TEMPERO
CHEIRA
UM CHEIRO TÃO RARO
CLARA
CURA O ESCURO
ELA
BRAÇOS DE LINHA
DENGO
CHEIO DE MANHA
DURMO
E PEÇO QUE VENHA
ACORDO
E SONHO QUE É MINHA
MAGRA, LEVE, CALMA
TODA ELA BELA
TUDO NELA




Martelo e Bigorna ( Lenine)

Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face e meu sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto.

VOCÊ É ORIGINAL? VC EH DE VERDADE? QUEM EH VC?


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

....O AMOR É A ESPERA POR UM GOLPE....




PESSOAS QUE MACHUCAM SEM BATER (Martha Medeiros)

É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos.
É só mirar no peito e atirar com palavras.
Algumas pessoas são "experts" em não deixar cicatrizar velhas feridas,

em fazer dor no ponto frágil. Insinuações doem, acusações injustas doem,
desapego dói, indiferença, então. É justamente dentro das relações mais íntimas
que se obtêm as melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas.
Sabemos como reage nosso cônjuge, o que costuma ferir nosso irmão, onde nossos amigos fraquejam.
Basta uma frase, uma ironia, e o abatemos.
Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos, não é passível de condenação.
Não é crime, não deixa marcas de sangue no tapete.
Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro.


                                                           



PORQUE AS PESSOAS NOS MACHUCAM?‏



Por que é que as pessoas nos desapontam? Uma amiga conversava comigo. Ela  já se desapontou muito principalmente com as pessoas que ela se relacionou sofreu uma "Traição"  e agora estava triste e desabafando. E assim eu tive que ajuda-lá… não pude resistir…

Pessoas serão sempre pessoas, Boas ou Más. O único jeito de se navegar pela vida sem se machucar é fazê-lo pela fé. A fé olha adiante, rumo ao seu objetivo. Ela não olha à sua volta, para os detalhes, ou pequenos comentários aqui e lá, para as constantes falhas das pessoas que conhecemos e encontramos. Tome o Senhor Jesus como exemplo. Ele é o melhor exemplo que alguém possa seguir. Ele sabia sobre a traição de Pedro muito antes dela ter acontecido e ainda assim o amou e entendeu. Ele sabia que os seus discípulos iriam todos deixá-lo sozinho no momento em que mais precisava e ainda assim tirou tempo para discipulá-los. E mesmo após a ressurreição, quando todos os discípulos se escondiam do público, o Senhor Jesus foi ao encontro deles. Isto mostra que Ele não esperava nada de ninguém desde o princípio. Ele tinha um objetivo e iria trabalhar para alcançá-lo, independente de como as pessoas O tratassem. Ele tinha uma visão para cada discípulo, de transformá-los em homens de fé fortes e através deles dar início à sua Igreja. Claro que estes homens eram cheios de falhas, mas isso não os impediria de serem úteis, impediria?

Se eu passar por você de manhã e não disser “bom dia”, isso significa que eu não gosto de você? Se eu não atender à cada uma das suas necessidades, isso significa que todos os meus esforços anteriores para ajudá-la foram em vão? Se você estivesse doente e eu não me lembrasse de te ligar, isso significa que eu não me importo com você? Sejamos razoáveis e nos concentremos no que realmente importa. Se continuarmos a nos distrair pelo que as pessoas dizem ou fazem, ou não dizem ou fazem, nós perderemos o controle, teremos dificuldades para mantermos o nosso coração limpo, perdendo assim o foco da nossa salvação. Às vezes, precisamos ser insensíveis, como se não tivéssemos sangue correndo em nossas veias.

Se machucar faz parte da vida mas é também a parte que não te leva a lugar algum, então para que lhe dar atenção extra? Para que passar o tempo ponderando nisto? Passe por cima disso, para o seu próprio bem! Se vivermos a vida sem esperar muito das pessoas, protegeremos os nossos corações e não teremos tanta dificuldade em vivermos pela fé. Eu comecei a usar o termo “na fé” em meio à uma época muito difícil. Uma época em que eu  esperei demais da pessoa, sendo assim, a época em que eu mais me machuquei.

E eu posso te dizer que funcionou porque eu ainda estou aqui. Se não fosse por eu ter me colocado constantemente ligado na fé, eu certamente não estaria escrevendo hoje. Tudo depende da fé. Se você se permite sentir as coisas, a sua fé adormece, e os seus problemas começam a se acumular. Então à luz disso, eu prefiro estar “do
rmente”.