Alice no pais das maravilhas é uma trama filosófico moral capaz de criar um universo ficcional caótico onde vai sendo conhecido em altíssima velocidade narrativa. Nada real, coisa alguma de realidades no mundo encantado de Alice tudo é imaginação, mas não apenas uma vaga e desproposital criação mitológica, tais imaginações são “fugas” perceptivas. O impensado é o desafio a vencer. O País das Maravilhas desliga linguagem de contexto usual e convida ao estranhamento do mundo. Não se trata de ilusões infantis, pois que carrega ordenação lógica singular. Carroll também partilha a revelação histórico-social em que se assenta o seu país: O autor faz das aventuras encontros fenomenológicos. Cada episódio guarda níveis de apreensão diversos. A narrativa convoca a capacidade de reordenar as significações de si e de mundo. Os encontros de Alice conduzem a pensar a própria linguagem de modo que se torne linguagem primeira redefinindo os próprios limites do mundo. Nada é suficiente em si para que se compreenda o mundo é preciso como Alice cair nos buracos da própria consciência. No quinto capítulo, Conselhos de uma Lagarta, filosofia profunda aparece como ingênuo diálogo infantil. “Quem é você?”. Está posta a própria existência
domingo, 23 de maio de 2010
Alice no pais das maravilhas é uma trama filosófico moral capaz de criar um universo ficcional caótico onde vai sendo conhecido em altíssima velocidade narrativa. Nada real, coisa alguma de realidades no mundo encantado de Alice tudo é imaginação, mas não apenas uma vaga e desproposital criação mitológica, tais imaginações são “fugas” perceptivas. O impensado é o desafio a vencer. O País das Maravilhas desliga linguagem de contexto usual e convida ao estranhamento do mundo. Não se trata de ilusões infantis, pois que carrega ordenação lógica singular. Carroll também partilha a revelação histórico-social em que se assenta o seu país: O autor faz das aventuras encontros fenomenológicos. Cada episódio guarda níveis de apreensão diversos. A narrativa convoca a capacidade de reordenar as significações de si e de mundo. Os encontros de Alice conduzem a pensar a própria linguagem de modo que se torne linguagem primeira redefinindo os próprios limites do mundo. Nada é suficiente em si para que se compreenda o mundo é preciso como Alice cair nos buracos da própria consciência. No quinto capítulo, Conselhos de uma Lagarta, filosofia profunda aparece como ingênuo diálogo infantil. “Quem é você?”. Está posta a própria existência
