terça-feira, 29 de setembro de 2009

O TEMPO NÃO PARA....


“NADA COMO O TEMPO”
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!



“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno” (William Shakespeare)

>>>>> TEMPO <<<<<
Um paradoxo ...Uma sucessão de momentos estáticos. Uma ilusão, onde utilizamos o compasso de mecanismos para nos basearmos nele, pois o sentimos de maneira diferente, ao dormir, ao estar feliz, estar esperançoso, estar ansioso etc...tal qual a ilusão monetária, eles são as algemas que nos agrilhoam a nossa existência.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

...FEIOSAMENTE BELO...



O QUE É BONITO?
O Que É Bonito?
O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça


(...)Nem sempre a beleza está contida nas coisas ostensivas. O que parece lindo aos nossos olhos pode na verdade não ser. Somos condicionados a achar bonito aquilo que o mundo considera bonito. Assim, corremos o risco de viver classificando as pessoas como belas e feias. A pergunta a ser feita é esta: o que é ser belo? O que é ser feio?
Os padrões de beleza vistos por aí na verdade não passam de uma maneira disfarçada para despertar o consumismo. Gastamos “rios” de dinheiro para ficarmos parecidos com o outro. Perdemos nossa identidade. Copiamos para ficar na moda. Imitamos aqueles que no fundo gostariam de ser diferentes.
A pessoa bela é aquela que se permite ser ela mesma. Muda o que pode ser mudado, mas não vive na paranóia do corpo perfeito. Cada pessoa é linda na sua essência. Deus não nos fez iguais. As diferenças realçam o que temos de melhor. Somos atraídos pelo diferente. Viver ao lado de uma cópia de si mesmo deve ser estressante.
Pra mim, ser feio é fingir ser que não se é para agradar os outros. O feio sabe disso. Não se cansa de procurar “modelos” para copiar e nunca está satisfeito com o que já conseguiu. Quer sempre mudar algo em seu corpo. Segue o que os outros seguem. São folhas levadas pelo vento.
A beleza não está (somente) na forma do rosto, na estrutura do corpo. Uma pessoa é bela quando tem a capacidade de mostrar para os outros o seu melhor, sem se comparar a ninguém. O belo não se preocupa em estar na moda, porque sabe que a moda passa. O belo concentra sua beleza nas coisas simples, vistas somente por quem conseguiu encontrar seu espaço neste mundo formado por pessoas diferentes.
Quem é bonito pra mim, pode não ser tão belo assim pra você. “A beleza está nos olhos de quem vê” (Augusto Cury). Quando aprendermos a respeitar as diferenças poderemos crescer como pessoas e entenderemos enfim que o diferente não me diminui: o diferente me completa(...)





belo
adj (lat bellu) 1 Que tem beleza; formoso, lindo. 2 Que tem proporções harmônicas. 3 Agradável ao ouvido. 4 Distinto, escolhido. 5 Ameno, aprazível, sereno. 6 Feliz, próspero. 7 Robusto, vigoroso. 8 Emprega-se com um sentido mal definido, e pouco mais ou menos equivalente ao do indefinido certo: Um belo dia, resolveu entrar para o convento. sm 1 Caráter ou natureza do que é belo. 2 Conjunto harmônico de certos caracteres ou qualidades que despertam na alma sentimento de prazer e admiração.
beleza
sf (belo+eza) 1 Qualidade do que é belo. 2 Harmonia de proporções, perfeição de formas. 3 Mulher bela. 4 Bondade, excelência. 5 O tipo da perfeição física. 6 Coisa bela ou muito agradável. sf pl Zootéc Exteriores de um eqüídeo que consistem em tudo aquilo que nos agrada no animal, afastando-se por vezes do verdadeiro conceito de estética, para dar lugar ao fiel desempenho de determinada utilidade.
feio
adj (lat foedu) 1 De aspecto desagradável. 2 Desproporcionado, disforme. 3 Indecoroso, torpe. 4 Oposto à beleza moral. 5 Insuportável. 6 Reg (Centro e Sul) Magriço; diz-se geralmente de animais. sm 1 Homem de feições desagradáveis. 2 Coisa feia. 3 Fealdade. 4 Situação desairosa. Feio de doer: muito feio, horroroso.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

* Enquanto o mundo roda em vão Eu tomo o tempo



Como pode ser gostar de alguém  
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus / Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor / Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa / O tempo sem você
Mas pode sim / Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir / Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor / Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa / O tempo sem você
Mas pode sim /  Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você / Dançar com você


 (...) Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida / E será uma maldade veloz
Malignas línguas / Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância / Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes / Olhos que se entregam
Ilegais
 * Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você

Desse jeito vão saber de nós dois / Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz / Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz / Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais /Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam / Olhos ilegais *




Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva / Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou


* Não me deixe só    
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz.
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor...Não me deixe só
fique mais... / Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem...Não me deixe só
que o meu destino é raro
eu não preciso que seja caro
quero gosto sincero de amor
*
(...)Você partiu /  E me deixou
Nunca mais você voltou /  Prá me tirar da solidão
E até você voltar / Meu bem eu vou cantar
Essa Nossa Canção!...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"CARLOS DRUMMONT DE ANDRADE"


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.




(>>>) Amor foge a dicionários        
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo, amor é primo da morte e da morte vencedor, e por mais que o matem (e matam) ele sempre renasce com ardor.(<<<)

                   
  

           


(...) O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar (...) 


SONHOS INTERROMPIDOS (....) INTERROMPERAM MINHA VIDA


PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de / Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos / amores mal resolvidos

Sou feito de / Choros sem ter razão
pessoas no coração / atos por impulsão

Sinto falta de lugares que não conheci
experiências que não vivi / momentos que já esqueci

Eu sou / Amor e carinho constante
distraída até o bastante, não paro por instante

Já tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar / sorri para não chorar

Eu sinto pelas coisas que não mudei
amizades que não cultivei e aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade / De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo / amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.





...Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.




De mim, que tanto falam
Quero que reste o que calei
Que tanto rezam por mim
Quero que fique o que pequei
De mim, que tanto sabem
Quero que saibam que não sei...



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

POETA ARNALDO




PEDIDO DE CASAMENTO
Eu sei que a gente ia ser feliz juntinho
Pra todo dia dividir carinho
Tenho certeza de que daria certo
Eu e você, você e eu por perto
Eu só queria ter o nosso cantinho
Meu corpo junto ao seu mais um pouquinho
Tenho certeza de que daria certo
Nós dois sozinhos num lugar deserto
Se você não quiser
Me viro como der
Mas se quiser me diga, por favor
Pois se você quiser
Me viro como for
Para que seja bom como já é


Eu sei que eu ia te fazer feliz  
Dos pés até a ponta do nariz
Da beira da orelha ao fim do mundo
Sugando o sangue de cada segundo / Te dou um filho, te componho um hino
O que você quiser saber eu ensino / Te dou amor enquanto eu te amar


Se você nao quiser / Me viro como der
                                 Mas se quiser me diga, meu amor
                                 Pois se você quiser
                                 Me viro como for
                             Para que seja bom como já é...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

siga-me ao ceu...


 O VENTO

PONGUEI NA ASA DO VENTO A FIM DE GIRAR O MUNDO
SALTEI ONDAS NO OCEANO AZUL
FLERTEI-ME COM AS MAIS LINDAS SEREIAS
CORRI NOS ARES ESBRANQUIÇADOS DOS CÉUS
NAMOREI ESTRELAS
APAIXONEI-ME POR COMETAS
CASEI-ME COM A LUA
DORMIR NAS NUVENS MAIS SUTIS
ANJOS CANTAVAM PARA EMBALAR MEU SONO
ACORDAVA COM A LUMINOSIDADE AUREA DO SOL QUE EMBEBEDAVA MEUS OLHOS FAZENDO-OS RUTILOS.
O VENTO QUE OUTRORA VEIO A SER TORNADO, AGORA NÃO MAIS É, ACALENTOU-SE COM OS RAIOS DO SOL
O VENTO AGORA É UMA LEVE BRISA, QUE NÃO MAIS GRITA.
SUSSURA DOCEIS PALAVRAS DE AMOR AOS OUVIDOS DO MUNDO.
BY: CINTHYA LIMA



(...)Partir!
Nunca voltarei,
Nunca voltarei porque nunca se volta.
O lugar a que se volta é sempre outro,
A gare a que se volta é outra.
Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia(...).

Álvaro de Campos


(...)Não existo.
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato. Álvaro de Campos





    


       Dicionário =       se.guir
  1. ir atrás de
  2. marchar ou caminhar após
  3. aceitar como guia ou líder; aceitar a autoridade de alguém
  4. obedecer; cumprir o que é ordenado
  5. imitar; copiar; usar como exemplo
  6. mover-se ao longo de um caminho
  7. vir após, como resultado ou conseqüência
  8. ir em perseguição a alguém
  9. tentar alcançar algo
  10. observar os movimentos de algo ou alguém.


domingo, 20 de setembro de 2009

Á Deriva




E de repente eu descubro: cheguei aonde não queria! Epa, esse não é o meu porto!
E em vez de recomeçar serenamente... virar o barco e velejar de novo, desço e encho as duas mãos de pedras para atirar... só preciso decidir quem vai ser o alvo... aquela idiota safada do meu trabalho, a moça faxina ou aquela amiga falsa que ajudou na fuga da outra.

Que triste... e mais triste ainda, é não perceber o quanto estou sendo ridícula, acusando os outros da minha própria incompetência. Não percebo que os outros, principalmente os que não são alvos da minha ira, que eles são inteligentes, observam, pensam, deduzem, tiram conclusões... não percebo que não sou a mais esperta do mundo. O raio do resto do mundo também é esperto. Que "caralhoooooo"!
Pois é... gosto dos temas que eu domino. Sou uma perdedora nata!
E a cada nova perda, faço um esforço sobre-humano para não acusar ninguém... às vezes consigo, outras vezes nem tanto... mas se me virem acusando alguém de alguma perda minha, está dada a autorização: desmintam-me!
Ninguém é culpado das nossas perdas, a não ser nós mesmos. E nem sempre, quando perdemos, alguém ganha. Vez ou outra, todos perdemos... muito ou pouco, mas a perda é rateada entre todos os envolvidos.
Portanto, diante da perda, o melhor que se faz é, como dizia minha saudosa avozinha: "enfiar o rabo entre as pernas e meter o pé na estrada", de cabeça baixa.
De nada adianta esbravejar, xingar, caluniar... melhor mesmo é calar. Nada é mais reconfortante nem mais inteligente do que o silêncio, depois de uma perda.
O meu direito termina, onde começa o direito do outro... velho isso, não é? Mas é a verdade mais "chata" que eu conheço! E é inegável que é verdade.
Que bom se só o direito dos outros estivesse sujeito a limites... que bom se o meu egoísmo agigantasse o meu direito.
Mas não é assim também... goste ou não, sou obrigada a admitir: Todos temos direitos iguais.
E se eu tiver direito de ofender, magoar, caluniar alguém porque perdi, o direito da outra pessoa é igual, e o mundo se transformará numa pancadaria geral, e acabarão as poesias, as alegrias, o bem estar... a paz.
E ninguém tem direito a destruir a paz, principalmente a alheia...mesmo que aquela idiota mereça um inferno astral. Paremos pois. Calemos, pois. Sejamos pois, inteligentes.
Estou indo para uma empreitada, onde vou tentar reaver algo que perdi... não, dessa vez não foi um amor, foi coisa mais séria. Amor eu já perdi uns dois. A bem da verdade, um deles, me perdeu, e o outro eu perdi.
Mas tenho pra mim que nessas perdas, o benefício foi revertido para mim mesma. A perda teria sido, um "custo-benefício", como diz minha amigo administrador. Eles eram rabugentos demais! E jovens... imagine quando envelhecessem... Bleh!
Se eu conseguir reaver o que perdi, o que não vai ser fácil, certamente escreverei uma poesia barata. Se não conseguir... só de saber que não significa o fim, a morte... já é meio caminho andado para eu achar que tudo bem, um dia se perde, no outro se ganha, vamos em frente...
E sem xingar.




...A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinitoSó o que me interessa...

O QUE ME INTERESSA....






Dá arrepios só de pensar nos diversos nomes que os psiquiatras e psicólogos, dão para as mais diversas variações de angústias vividas ao longo da existência humana, transformando a vida em uma complexa trama de significados programados. Apesar disso, vou me permitir brincar com isso e inventar um termo: a crise desesperadora e “fenixiana” (acabei de inventar o termo) dos 30 anos.

Tenho observado, tanto no meu ambiente social, quanto nos tantos diferenciados que nossa cultura diversificadamente tem,  pessoas, com idade entre 28-34 anos, inicialmente ficam extremamente angustiadas. Ou porque realizaram tudo que haviam se programado (tem casa, carro, emprego, casamento, filhos, etc.). Ou porque não conseguiram realizar todos estes sonhos. Vale lembrar que parte destes sonhos (o que Albert Camus chamou brilhantemente de ilusões) fazem parte, muito mais, de uma expectativa da sociedade do que de uma realização pessoal.
Em “O mito de Sísifo”, Albert Camus fala mais detalhadamente a esse respeito, enfatizando que “Cultivamos o hábito de viver antes de adquirir o de pensar”. A grande conseqüência disso, a meu ver, é que tomamos para nós mesmos as expectativas sociais e simplesmente esquecemos daquilo que nos é próprio. A crise dos 30 anos, seria o momento, em que cansados de fazer, paramos para pensar e daí percebemos o absurdo em que estamos inseridos. Esse absurdo seria o divórcio entre o meu eu e a vida, em outras palavras, entre o ator e o cenário.

Duas saídas são possíveis, para “curar” essa desconexão: 1. pensarmos a respeito de nossas vidas e traçarmos objetivos alinhados aos nossos desejos, 2. ficarmos perdidos diante da possibilidade de pensar. Acredito que a segunda possibilidade é a mais comum, pois como estamos inseridos no mundo de uma forma mais utilitária, paramos muito pouco para pensar. Pensar dói e muito, ou como diria Camus: “Começar a pensar é começar a ser atormentado”. Quando pensamos, podemos nos dar conta de que existe uma ausência de qualquer motivo profundo para se viver. Começar a pensar significa voltar o olhar para si mesmo, recolher-se em seus pensamentos e entender finalmente depois de tantas simbólicas mortes que minha vida não é um teatro que necessita de aplausos, minha vida nada mais é que minha historia contada ou vivida, isolada ou inserida, amarga ou querida, em chegada ou partida, minha vida É MINHA e devo vive-la sem expectativas, mas apenas com surpresas. QUE VENHA OS 40!     .