sábado, 6 de novembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aquilo Que Dá No Coração

Aquilo que dá no coração
E nos joga nessa sinuca
Que faz perder o ar e a razão
E arrepia o pêlo da nuca
Aquilo reage em cadeia
Incendeia o corpo inteiro
Faísca, risca, trisca, arrodeia
Dispara o rito certeiro
Avassalador
Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar
Aquilo bate, ilumina
Invade a retina
Retém no olhar
O lance que laça na hora
Aqui e agora,
Futuro não há
Aquilo se pega de jeito
Te dá um sacode
Pra lá de além
O mundo muda, estremece
O caos acontece
Não poupa ninguém
Avassalador
Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar
Avassalador
Chega sem avisar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Aquilo que dá no coração
Que faz perder o ar e a razão
Aquilo reage em cadeia
Incendeia (LENINE)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Para meu coração basta teu peito  
para tua liberdade bastam minhas asas.
Desde minha boca chegará até o céu
o que estava dormindo sobre tua alma.


E em ti a ilusão de cada dia.
Chegas como o sereno às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência
Eternamente em fuga como a onda.


Eu disse que cantavas no vento
como os pinheiros e como os hastes.
Como eles és alta e taciturna.
e intristeces prontamente, como uma viagem.


Acolhedora como um velho caminho.
Te povoa ecos e vozes nostálgicas.
eu despertei e as vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010




...Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência...

sábado, 31 de julho de 2010

Cores do mar, festa do sol
Vida é fazer
Todo o sonho brilhar
Ser feliz
No teu colo dormir
E depois acordar
Sendo o seu colorido
Brinquedo de Papel Machê...
Dormir no teu colo
É tornar a nascer
Violeta e azul
Outro ser
Luz do querer...
Não vai desbotar
Lilás cor do mar
Seda cor de batom
Arco-íris crepom
Nada vai desbotar
Brinquedo de Papel Machê...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

domingo, 23 de maio de 2010




Alice no pais das maravilhas é uma trama filosófico moral capaz de criar um universo ficcional caótico onde vai sendo conhecido em altíssima velocidade narrativa. Nada real, coisa alguma de realidades no mundo encantado de Alice tudo é imaginação, mas não apenas uma vaga e desproposital criação mitológica, tais imaginações são “fugas” perceptivas. O impensado é o desafio a vencer. O País das Maravilhas desliga linguagem de contexto usual e convida ao estranhamento do mundo. Não se trata de ilusões infantis, pois que carrega ordenação lógica singular. Carroll também partilha a revelação histórico-social em que se assenta o seu país: O autor faz das aventuras encontros fenomenológicos. Cada episódio guarda níveis de apreensão diversos. A narrativa convoca a capacidade de reordenar as significações de si e de mundo. Os encontros de Alice conduzem a pensar a própria linguagem de modo que se torne linguagem primeira redefinindo os próprios limites do mundo. Nada é suficiente em si para que se compreenda o mundo é preciso como Alice cair nos buracos da própria consciência. No quinto capítulo, Conselhos de uma Lagarta, filosofia profunda aparece como ingênuo diálogo infantil. “Quem é você?”. Está posta a própria existência em questão. Tantas transformações sofridas e encontros no mínimo inusitados na toca do coelho, longe da família, da escola, das atividades e círculos sociais próximos, a resposta poderá ser errada, porque requer de Alice retomar a própria essência. Tarefa completamente possível no País das Maravilhas. O desassossego se instala; Carrol questiona a existência antes da autodefinição. Dúvida antes do Verbo A lagarta será borboleta. Espelho da metamorfose. Escapa a Alice a razão de não poder identificar-se. - Bom, quem sabe a sua maneira de sentir talvez seja diferente ... ensaia Alice ainda na tentativa de explicar-se. - Você! - exclamou desdenhosamente a Lagarta. – E quem é você? - Acho que a senhora deveria me dizer primeiro quem é . - Por quê? A nova pergunta desconcerta, confronta sem desvelar-se. Carrol desarticula o mundo imposto e básico em limitações e transcende pra questionamentos imprecisos aqui ele retoma respostas socialmente aceitas, esvaziadas de significação e lhes dá outro lugar. Em Alice há um encontro com o novo que sempre fez parte de nós e nunca fomos capazes de entender porque vivemos num Pais das imposições e não das significações simbólico filosóficas, no país das maravilhas somos livres e sem limites pra  isso entre  no buraco caótico e encontre sua harmonia ilimitada pra criar o mundo perfeito como quiser.

domingo, 16 de maio de 2010

CONHECE-TE A TI MESMO...


Admito-me, No hoje imprevisível, um voo linear. Admito-me também, nas horas possíveis, um pouso na poesia. Admito-me poeta por justamente não saber sê-lo. E assim, autorizada a sonhar, vivo e sou feliz no que me foi concedido: O meu melhor Bom Dia! BLAZÉ  (Não que seja poeta ou coisa sui generis. Sou acolhedora de palavras. Assim, as palavras veem sopradas com a rosa dos ventos, com muitos timbres alternados. Como hóspedes vão se ajeitando como podem nessa morada provisória. E como hóspedes também partem para algum outro destino.)

domingo, 2 de maio de 2010

NOSSO FILME (I.HP)

Faz tanto tempo
Eu te perdi
Tantos erros e loucuras em vão
Você foi embora eu fiquei aqui
Frente a frente com a solidão
Eu olho em minha volta
Quase tudo faz lembrar você
A música no rádio
As cenas da TV
Me dê mais uma chance
Nunca é tarde pra recomeçar
Minha trilha sonora tá pedindo pra você voltar
Diz que vem agora
Diz que dá uma chance pra nós dois
Traz você de volta
Deixa o passado pra depois,
Vem me dar prazer
Nosso filme vai ser, um romance eu e você
Nessa nossa história eu não imaginava te perder
Na minha memória só rolavam cenas de prazer
Agora estou tão triste implorando pra você voltar
Eu prometo nunca mais te machucar
Prometo nunca mais te machucar
Diz que vem agora
Diz que dá uma chance pra nós dois
Traz você de volta
Deixa o passado pra depois
Vem me dar prazer
Nosso filme vai ser,
um romance eu e você
Diz que vem agora
Diz que dá uma chance pra nós dois
Traz você de volta
Deixa o passado pra depois
Vem me dar prazer
Nosso filme vai ser,
Um romance, um bom lance, um romance, um lance,
um romance eu e você
Um romance eu e você
Você...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vasculhando nas memórias algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupada com seus mapas, tão equipada com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só, sempre a espera e sempre só. Sem amparo sem vc, sem nada. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipada com seu ego e seu mundo e suas mágoas que esqueceu de me perceber indo embora . Mas eu voltei e aqui estou impedida de andar por seus medos e sua ausencia em mim .(serendipities)

domingo, 18 de abril de 2010

Quando se pensa um pouco na vida,
Vemos como tudo é uma espera.
Uma expectativa por tudo, ou por nada.

Esperamos o nascer
Ainda que alguém nos queira ou não.
Esperamos por esperar, por nada saber.
Ou por saber de tudo e deixar se enganar.

Esperamos ter uma família,
Seja ela como for.
Esperamos ter uma mãe, um pai a quem poder ter o colo.
Ou mesmo alguém que nos ame como filho.

Esperamos encontrar um primeiro amigo
Na expectativa de ter a quem confiar
As coisas minuciosas da vida.
Esperamos ter alguém a quem abraçar
Quando se sente tudo, ou quando nada se sente.

Esperamos incansavelmente que alguma coisa ou alguém nos compreenda.
Que nossos erros tenham ao menos um pouco de acertos
E que as lágrimas não sejam todas em vão.

Esperamos ver no futuro uma possibilidade de sorrir,
E mesmo que remota
A simples espera de ter esperança já nos conforta a alma.

Esperamos que alguém nos ame pelo que somos
Que nos espere mesmo que demoremos
Que nos ensine a enxergar as verdades
Quando cego estivermos entre as mentiras.

Esperamos ter alguém a quem das mãos numa caminhada
E a abraçar quando estiver frio.
Esperamos ter a quem nos olhar nos olhos e fazer palpitar o esquecido coração.

Esperamos que nossas dores tenham fim
Mas que ás vezes se precisará dela para seguir em frente.
Esperamos aprender com a saudade dos que já nos deixaram
Com aquela lembrança, doce ou má.

Esperamos que na vida haja alguma razão para viver,
E que a morte nem sempre será triste.
Esperamos poder sorrir ainda que pareça inútil
Pois um sorriso contagia até os mais frios.

Espero, por fim, que as palavras tenham algum valor.
Que saibamos que há sempre uma última coisa a ser feita
Antes de dizer Adeus.
(NINGUEM)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir

segunda-feira, 5 de abril de 2010



Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
(S Westphal)

sábado, 3 de abril de 2010

"O amor é o ridiculo da vida,a gente procura nele uma pureza impossivel...que está sempre se pondo,indo embora.
A vida veio e me levou com ela...Sorte é se abandonar e aceitar essa ideia de paraiso que nos persegue..bonita e breve,como borboletas que só vivem 24 horas".

Cazuza

domingo, 28 de março de 2010

Sou invisível só apareço quando querem algo de mim. Quase morri. Quase vivi. O que é mais perigoso? Tive uma vida de estrelato barato onde os que me aplaudiram hj me vaiam, os que me vaiam irão ainda me aplaudir. Ninguém quer ouvir e eu não quero falar. Ninguém mais ver cor em minha alma, ninguém mais ver os meus eus em mim.
Viver é dureza, não quero lutar. Lutei e luto. Perdi a graça e a magia de encantar-me com a vida. Nada conquistei, só recebi o prêmio da indiferença. Não sou importante, apenas sirvo aos outros, não sou especial apesar de as vezes ser necessária. Só queria mesmo ser vista aqui bem dentroooooo de mim. Vou ter no meu epitáfio: “Vivi a vida dos outros, e os outros certamente não estão aqui agora chorando em minha lapide ”. Não tenho vida, não tenho nada, me sinto no deserto, com sede, solitária e quase sem força pra enfrentar tantas coisas que ainda virão. A minha procura é em vão a minha razão é inapropriada a minha alma é vazia. E EU SOU INVISÍVEL!
O lamento é meu aliado e o amor me abandonou e hoje vivo de migalhas dele, vivo desses pedaços que me dão como favor. Que as vezes a vida me dá de maldade para que eu novamente respire um falso ar. Amor não é moeda de troca amor não é necessidade amor não te torna invisível.
Sou invisível e não faço falta, não necessito de gentilezas, carinho ou amores fúteis. Sou invisível, mas extremamente útil para fazer o que ninguém gosta e de graça, sem agradecimentos e recebendo migalhas de amor. Não vivo para meu “umbigo”, mas para o dos outros. Sirvo, não existo. E morro a cada dia que sinto e vejo esses que eu tanto sirvo virando as costas pra mim nesse momento onde eu grito e suplicoooooo que me notem.

domingo, 14 de março de 2010

O amor é indescritível, ilimitável, irrefreável é metafísico... Não é só sentimento, mas também toda a ação que me envolve, todas as mudanças físicas e psicológicas que me rodeiam... É me sentir completa por alguns segundos, e totalmente vazia segundos depois, ser alguém, pouco depois não saber quem sou, se sou... É esperar sempre, esperar um e-mail, uma msg, um telefonema, um carinho, um abraço, um beijo, uma presença... (Ah que presença boa), eu posso não olhar para o relógio, mas conto cada segundo desesperadamente sem te ter, e quando você chega baby nada mais importa, o relógio não existe, mas se existisse seria inútil também, as outras pessoas, quem são essas? Ninguém. Nem eu mesma existo, apenas existe o que sinto e transborda em mim sobre vc... Nenhum outro som é audível senão o das suas palavras quando me afagam a alma... Nenhum outro sentimento chega perto de mim, senão o sentimento de te amar cada segundo como se fosse um encontro divino, mitologicamente, e nenhum outro sentimento importa, são meros sentimentos mortais que servem para me dar essa infame existência, mas nada disso me faz ser absoluta e plena como vc. Com vc, nada percebo, nem mesmo a explosão no peito, nem mesmo sei se é mesmo no peito que está o coração, qdo tenho vc minhas sensações se atrapalham e tudo que me faz respirar são seus beijos que me entorpessem tudo que me faz viver são seus olhos que me trazem luz, tudo que me fez ser é seu toque que me arrepia a alma e tudo que me faz feliz é teu sorriso que me alimenta. Você e tudo o mais que há em vc nada mais é que minha razão única de felicidade. (Ass: Ninguém)

segunda-feira, 8 de março de 2010

ESSA É UMA DAS MUSICAS QUE MAIS GOSTO NO MOMENTO E QUE EM TODOS OS SENTIDOS LEVAM TODOS OS MEUSSSS SENTIDOS AO QUE SINTO DE AMOR POR VC BABY

Tudo Diferente (Maria Gadú)

Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Você passa, eu paro
Você faz, eu falo
Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem
Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo
Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

FRASES FEITAS (Drive)

Os dias passam e as noites ficam sem por que
Estou sozinho
E sem medo de me perder
Meus olhos chamam os seus
Como o frio desperta o calor
Inofensivo mas capaz de trazer a dor
Todo o encanto se acaba
Por que o sol tem que morrer?
Não quero mas enxergo tarde
O que sinto por você
Mesmo tão diferente do que possa parecer
Mesmo que o inferno seja o preço pra te ter
Tudo começa como um dia chega ao fim
Sonhos que apagam o que você deixou em mim
As horas passam e eu estou sozinho sem você
Talvez com medo de tentar me envolver
Historias são momentos
Frases feitas sem qualquer valor
Inofensivo mas capaz de trazer a dor
Todo encanto se acaba
Por que o sol tem que morrer?
Não quero mas enxergo tarde
O que sinto por você
Mesmo tão diferente do que possa parecer
Mesmo que o inferno seja o preço pra te ter
Tudo começa como um dia chega ao fim
Sonhos que apagam o que você deixou em mim

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010



Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010



Sim sou frágil as vezes tenho tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora pra qualquer lugar tanta vontade de sair aqui de dentro de mim (...) As vezes sou do tipo durona, faço a linha super protetora e protejo todos que amam (mesmo os que me machucam), as vezes queria tanto que sentissem minha falta assim como eu sinto de todos, sou assim, nostalgia e melancolia impregnados em mim (...) As vezes me comovo com os dramas alheios e me envolvo nas tramas de quem amo porque sei que vão se meter em roubadas e precisarão ter um parceiro. As vezes sou fria e arredia mas não passa de uma auto-defesa idiota, as vezes perco sem lutas, apenas deixo que todos partam e dilacerem meu coração, as vezes insisto mas muitas vezes desisto, porque acredito acima de tudo na vontade suprema ( que a vontade do coração), sei que posso chorar cada vez sei que posso me desesperar por deixar ir embora quem amo sem lutar contra o mundo mas acredito que sentimentos fluem que gostar é recíproco e que acima de tudo o amor transcende, acredito que o fato de sentir pura e verdadeiramente me faz ser melhor, ter forças e seguir sempre em frente. Mesmo que em frente seja seguir rumo ao nada.    (Ass: Ninguém)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Há horas em que temos de parar tudo, por mais urgente que seja, ou pareça ser as necessidades de nosso coração. Não há alternativa. É necessário olhar por uma lente invertida que remete à alma, gerando impressões sobre o que está acontecendo. (o que estamos vvendo é o que realmente queremos?) E tudo pode ser um sinal, um pedaço de vida perdido num espaço aparentemente desconhecido e repentinamente resgatado. Redescobrir (de novo) esse amor ( que é meu amor por mim mesma qdo eu amo) é perceber o quanto ele é valioso e enriquecedor, é lembrar de um detalhe da boca dela, da tonalidade única da voz, de suas sobrancelhas que se arqueiam misteriosamente, mas ter certeza de que tudo isso é apenas o registro de algo muito maior que ocupa um espaço imenso do meu coração bobo. E aí, mais um sinal: o verde não pode invadir o roxo, tudo composto numa obra viva de arte em que, com liberdade, se pode “olhar pro mundo e para si próprio com uma visão ilimitada”(mas gostar de vc me impõe limites). O Universo, TODO ele naquele instante, é muita compreensão e paciência, combinados com a “insistência de um mergulho na correnteza”(onde sei que irei me afogar), por mais perigosa que seja. Agradeço a vc, por me permitir sentir e trocar, viver e aprender, ser feliz para sempre num fim de semana e nele experimentar todos os extremos de um amor LIVRE que se pronuncia eterno. E que será sempre a síntese da pintura em que as cores não se misturam, mas que, uma sem a outra, anulam a poesia.(minha poesia é vc!).  (transFLORma-la)

sábado, 30 de janeiro de 2010


Esquecer alguém é tão difícil, mas como é triste deixar de gostar. Fica uma espécie de falta de assunto. Você cumpre sua rotina, faz tudo que deveria fazer, mas sente que te falta algo, além de assunto. Talvez aquela dorzinha latejante que te fazia consciente do teu coração pulsando o dia inteiro. E você tinha um objetivo tão grandioso: fazê-la cessar. E um dia você nem percebe que ela se foi. O desconforto é outro: parece que não sinto nada. Meu corpo inóspito, sem habitação. Tenho minha alma larga, mas ainda sobra este espaço prum amor eterno que ele ocupava e que não existe mais. E eu tenho todo esse potencial amoroso entre as mãos e ninguém pra me ajudar a desenvolvê-lo. E conviver com esse “não gosto mais” vai ficando pegajoso. Não há como recolher o que foi deliberadamente esvaziado de significado. Então é isso: Nunca mais vou sonhar com uma reconciliação, um reencontro ao som de violinos. Nunca mais vou imaginar que nos esbarraremos por aí, eu no meu melhor vestido, com meu cabelo incrível e um ar sereno. Ele todo lindo com os olhos salivando de vontade de mim. Nunca mais vou delirar que subo num palco repentinamente e canto só pra ele com uma voz perfeita em meio a uma platéia equivalente a um  Maracanã cheio: todo mundo emocionado com o nosso amor. Nunca mais serei piegas.Mas o que eu faço com esse “não gosto mais”? E se ele fizer tudo pra me trazer de volta eu simplesmente vou olhar nos olhos dele como quem tem os dedos presos entre a porta que se fecha e dizer sem rodeios: Não!? Assim como quem não sabe o que fazer com algo que se esperou tanto e que aconteceu somente quando perdeu completamente o sentido? Esquecer alguém é tão difícil, mas deixar de gostar traz um vazio absoluto. Porque até que outra coisa tão real e surpreendente aconteça, parece demorado e dá preguiça demais. E quando estiver carente e me fizer deslumbrante e disponível terei que esperar que alguém interessante apareça com o mesmo blábláblá dos primeiros instantes, com a mesma performance das máscaras sociais. Ele já sabia tanto quando eu nem precisava dizer. Era tão delicioso a gente, só se olhar, cúmplices, e seguir por aí, de mãos dadas, tão donos do mundo. Era tão maravilhoso saber que meu projeto de vida era acordar ao seu lado todos os dias. Era tão excitante ficar atualizando a caixa de e-mails esperando o dele, saber do telefonema no meio da tarde, das mensagens sacanas que me faziam ouvir sua voz ao meu ouvido. Quer dizer que isso tudo ficou no passado? Que meu corpo está completamente destituído de afeto por ele? Foi pra isso que fiz tanto esforço? Foi pra isso que me desvencilhei de todos os resquícios dele num tratamento de choque radical de quem simplesmente rompe com tudo que possa levar a uma recaída? E se eu quiser gostar de novo, não tem mais jeito? Mesmo que ele, finalmente, mereça (!) eu não vou querer mais? Porque a nossa relação me ocupava plenamente. E, agora, nas horas vagas e sem ocupação emocional, eu sigo mais vaga que as horas todas.   (Nem a minha autosuficiência tem me bastado).

Esquecer alguém é muito difícil, mas não lembrar pode ser ainda mais doloroso.

( transFLORma-la)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


Posso ver a claridade além do sol, antes disso, nuvens se aconchegam juntas sem nenhum trovão. São delicados os ventos do outono.Caminho em direção à chuva que desabrocha adiante e entrego meu corpo às águas que o céu despeja em uníssono com meus derramamentos.Todas as minhas expectativas frustradas escoando pela terra.Tenho tudo que preciso e abro o peito e os braços e digo um SIM sonoro para o que meus olhos alcançam, o meu peito suporta e o mistério penetra.Eu me sinto em casa: tenho a imensidão do mar e horizontes inalcançáveis. E o que me faz caminhar é essa sucessão de desafios que não cessam, para que eu conheça meu poder de superação.


Eu construo minhas estradas e meus navios.E depois os aprimoro.E para que navegue ébria ou caminhe resoluta numa linha torta, preciso estar forte feito rocha. Eu moro nos mirantes quando preciso montar a trajetória dos meus próximos mapas. E abraço cada sensação que tenho ao apontar com o dedo meu próximo lugar sem um provável endereço.E, em vez de cidades, encontro sentimentos_ países inteiros a serem explorados: Amor, Medo, Confiança, Insegurança, Solidão... Meu destino é a Sabedoria. Não procuro atalhos, sei que é longa a travessia.


Estou virgem e confiante para que nada corrompa minha inocência, o que não significa ingenuidade. Não guardei memórias de dores ou desesperos passados. Eu me apeguei ao aprendizado. Eu me perdoei faz muito tempo. Sinto apenas que vivi as escolhas que fiz e não há erro nisso. Eu só tinha maturidade para experiências específicas e foram elas que me conduziram ao meu coração, a minha fonte criadora. Tenho tanta força em mim que não poderia guardá-la apenas para momentos adversos, tive que usá-la também na experimentação de um prazer exagerado, na minha sede pelo gozo absoluto.


No meu trabalho interno pelo desapego foi quando descobri que sempre me faltou fome, mas me sobravam apetites. Agora já percebo quando ainda não é a hora do mergulho, mas a de me encharcar sobre as superfícies. Percebo quando não sou eu quem tem de penetrar a água, mas de deixar que ela escorra sobre mim. Aprendi a me oferecer mordomias emocionais como adiar decisões dolorosas e a de ter a disciplina de cumprir rigidamente meus prazos.


Antes eu pensava que nunca havia tempo suficiente, hoje eu percebo que o melhor emprego do meu tempo é neste desvelar de mim mesma, nesta busca por uma orientação interior tão nítida que nada se misture à inquietude dos meus desejos. (Nem sempre se deseja o que é melhor) Não há mais lamentos, sou eu quem governa a minha vida e o meu tempo. Sou eu que escolho quem vai conviver comigo e participar da minha (auto)biografia, ser o foco da minha poesia ou desfrutar comigo apenas um breve e intenso momento.




(Posso ver com clareza além do sol...mas só agora.)

                          (...)






quinta-feira, 21 de janeiro de 2010




...Sim tenho ciúmes, tenho ciúmes demasiadamente porque eu tenho pesadelos que parecem tão reais até quando você me abraça. E eu acordo triste, e brigo de verdade e passo o dia grave e dolorida como quando a gente leva um tombo no piso liso...que é só o passado. É como se eu sentisse um ciúme horroroso do meu livro predileto comprado em sebo la de Salvador, a dedicatória apaixonada que não é a minha, os resquícios da escrita carinhosa de outras mãos. Alguém corrompeu o trecho que eu mais gostava quando grifou à caneta algo que não pude apagar com borracha e que era tão secretamente meu. Desenhou corações onde só havia minha dor e eu discordei da interpretação alheia. E achei aquilo tudo de uma crueldade sem fim. Mas permaneci com o livro no colo, cheia de um afeto confuso por ele: afeto pelo que era angústia por já ter sido de outro alguém, e aquela sensação (imbecil) de falta de exclusividade. Eu que sempre achei que tudo é e está para o mundo. Perdoa o meu senso de autoimportância, já que não consigo perdoar o meu egoísmo bobo, perdoa meu ciúmes já que te amo e quero tão bem a ponto de não te confiar a outras .Eu sei que em alguns presentes, no embrulho, laços do passado são aproveitados fazendo um novo presente parecer melhor do que lhe é. Eu só queria que eles não fossem tão vermelhos: desses que doem nos olhos e no coração...Tenho ciúmes sim mas tudo isso é derivado do que tenho de melhor que é meu amor...(Ass: Ninguém)


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


  
   MEU ETERNO AMOR DIZ:

   Nunca Diga Nunca
Algumas coisas sobre as quais nós não falamos,
Melhor continuarmos sem e apenas manter o sorriso
Se apaixonando e (des) apaixonando
Com vergonha e orgulhosos, juntos durante o tempo todo
Você nunca pode dizer nunca
Enquanto não soubermos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens agora do que éramos antes

Não me deixe ir


   Imagine você sendo a rainha de tudo
Até quanto o seu olho puder ver sob seu comando
Eu serei o seu guardião quando tudo estiver desmoronando
Segurarei firme a sua mão
Você nunca pode dizer nunca
Enquanto não soubermos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens agora do que éramos antes

Não me deixe ir

Estamos nos separando e voltando novamente e novamente
Estamos nos distanciando, mas nos jun
   Estamos nos separando e voltando novamente e novamente
Estamos nos distanciando, mas nos juntamos,
Nos juntamos novamente
Nao me deixe ir...

P.S> SOU UAM VAMPIRA DESTINADA A TE AMAR PELA ETERNIDADE ENQUANTO VC SE ENTREGA EM NOVOS AMOR NOS SEU TEMPOS DE VIVÊNCIA, SOU UMA VAMPIRA QUE VAGA PELAS VIDAS VAZIAS DE VIDA  POR NÃO TER VC COLORINDO-AS, SOU UMA VAMPIRA QUE QUER LOGO MORRER PRA ENTÃO RENASCER E TER VC PRA MIM OUTRA VEZ.

TE AMO POR TODA MINHA ETERNIDADE.

1....(carinho s. m. Demonstração cativante de amor ou benevolência; carícia, afago)... 2. ( Afeto= 1. Impulso do ânimo; sua manifestação. 2. Sentimento, paixão. 3. Amizade, amor, simpatia. adj. adj. 4. Dedicado, afeiçoado)


Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



   FERNANDA YOUNG DEVE-SE LER POR TUDO ISSO AI... 



"A verdade é que me enchi, De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser.
Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar?
Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando.
Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes..."





(...)Sou obsessiva. Completamente. De certa forma,
creio que essa caracteristica tenha me ajudado
a ser quem sou, mas ela é burra no que se refere ao
amor. Eu quero que o outro - qualquer um, qualquer um,
qualquer um mesmo, quando esse um está disfarçado em
nomes proprios - tenha a noção de como seria incrivel viver
aquele um- pouco- a mais comigo. Os meu desejos... Os meus
prazeres... Os meus segredos... As minhas taras ... As minhas reticências...
Mas a minha maior burrice é não perceber que não ter esses momentos
não significa que nada disso exista. E existir é o melhor que tenho a fazer,
ponto. Posso estar bem comigo mesma(...)


...Sofrimento amoroso, a dor mais inspiradora e mais perversa. Pois a profundidade do sentimento que acabou atinge camadas até então intocadas. Não deu certo, e você tinha toda certeza que havia achado a pessoa da sua vida. Mil desentendimentos foram suficientes para acabar com tudo. E dói. Porque, se é como um edredom de penas de ganso estar amando, sendo amado, o contrário é mesmo o miserável frio. Paixão, a idiotice necessária. Logo, primeiro se é um idiota, depois se ama e se entende estar para sempre acompanhado. Por baixo do edredom de penas de ganso, que é o estado amoroso. Então os canais da comunicação se engarrafam. Congestionam-se as veias. Seu coração fica dilatado igual a coração de grávida. A caixa torácica torna-se pesada, a postura fica meio curva. Você levanta e parece que continua com a cadeira colada à bunda. Por fim, você corre sem sair do lugar...

sábado, 9 de janeiro de 2010


É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo
menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Com todo
perdão da palavra, eu sou um mistério para mim

terça-feira, 5 de janeiro de 2010




No entanto (até no-entanto dizia agora) estava ali e era assim que
se movia. Era dentro disso que precisava mover-se sob o risco de. Não
sobreviver, por exemplo — e queria? Enumerava frases como e-assimque-
as-coisas-sao ou que-se-ha-de-fazer-qye-se-ha-de-fazer ou apenas
mas-afinal-que-importa. E a cada dia ampliava-se na boca aquele gosto
de morangos mofando, verde doentio guardado no fundo escuro de
alguma gaveta.




sábado, 2 de janeiro de 2010




..Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana